Vida moderna e procrastinação

Você tem uma importante tarefa para finalizar em seu trabalho, um e-mail urgente para responder, um projeto para concluir. Você se predispõe a sentar-se em seu computador e dar início a conclusão desta tarefa, mas a sua primeira iniciativa é destravar o teclado do seu smartfone e conferir se alguém te enviou alguma mensagem, se há alguma curtida na sua rede social favorita, e aproveita para descer a sua timeline e verificar se algum dos seus amigos postou algo interessante. Isto lhe tirou alguns minutos preciosos, você redireciona sua atenção para a sua tarefa urgente, e nisto percebe que o prazo está cada vez mais curto, o que aumenta o nível de ansiedade e nervosismo.

A descrição acima é de uma situação corriqueira que dia após dia é amplamente vivenciada por todos nós. Vivemos a era da informação, e o excesso de informação nos gera dispersão.

Ter toda esta informação ao alcance do nosso bolso realmente é algo tentador, mas no caso o smartfone é apenas mais uma das mídias disponíveis para dar ao nosso cérebro aquilo que ele tanto preza, um pequeno prazer desencadeado pela dispersão e num breve mergulho para alguma informação interessante, mas por muitas vezes superficial.

Nos habituamos a desenvolver um padrão em que nos informamos sobre muitos assuntos, mas acabamos por não nos aprofundar em nenhum, ou em poucos, e mesmo nestes o nível de dispersão é tão grande que sair da zona de superficialidade torna-se realmente um grande desafio.

Este padrão se reflete também na maneira como nos relacionamos, os laços se tornaram cada vez mais desatáveis. Conhece-se muitas pessoas, o número de seguidores em suas redes sociais é enorme, mas socializa-se pessoalmente cada vez menos. As conversas do dia a dia são constantemente interrompidas para se responder uma mensagem, para dar um like em uma foto. Perde-se cada vez mais o olho no olho, o comprometimento até mesmo entre os casais é cada vez mais raro, afinal, aprofundar-se em um relacionamento é perder a oportunidade de desfrutar de outras inúmeras possibilidades.

A dispersão torna-se então uma espécie de vilã, mas a mesma é a responsável por nos proporcionar momentos de reflexões, divagações sobre sonhos e projetos futuros, até mesmo livrar a nossa mente de um padrão e nos auxiliar a enxergar novas possibilidades para a resolução de algum problema.

A grande questão é aprender a eleger prioridades e manter o seu foco. Tanto na resolução das tarefas diárias, do trabalho e estudo, como no seu relacionamento com as pessoas ao seu redor. Manter o foco até mesmo no seu diálogo interno, produzindo reflexões, encontrando sozinho as respostas das suas questões mais profundas.

No Método DeRose disponibilizamos de diversas técnicas que possibilitam ao praticante aumentar  a sua capacidade energética, gerenciar suas emoções e conduzir sua consciência a um novo patamar de foco e concentração.

Venha os visitar e realize uma aula experimental, muito além de uma reflexão você pode colocar tudo isto em prática.

Paulo Henrique Santos

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