A Cultura Dravídica

Há 5 mil anos floresceu uma impressionante cultura no Vale do Indo, região que engloba hoje parte da Índia e do Paquistão. A civilização que ali habitava passou a ser chamada de: Drávida, ou Civilização do Vale do Indo ou ainda Harappiana.

No entanto, o ocidente tomou conhecimento sobre essa cultura perdida apenas em 1920. Suas principais cidades estavam em ruínas…. dentre elas Harappá, Mohenjo-Daro e Lôthal.

Este povoamento tinha uma estrutura social matriarcal, bastante diferente da realidade atual de nosso mundo, em sua maior parte patriarcal. Tinham uma linha de pensamento naturalista, ou seja, baseavam-se em leis da natureza para compreender a vida e o mundo em geral.

 

Este povo elaborou diversas filosofias, dentre elas o shaktismo, o sámkhya e o Yôga. Produziu arte, beleza e cultura. Tratava-se de uma civilização pacífica e de grande estruturação social. Cidades com modernos conceitos urbanísticos, como ruas com 14 metros de largura. Vale lembrar que nessa mesma época as cidades do Oriente Antigo e da Europa cresciam sem planejamento, com ruas estreitas e sinuosas.

As cidades do Vale do Indo possuíam ainda saneamento básico, casas com banheiros, enfim elementos que as civilizações vizinhas desconheciam por completo.

Primeira foto: fotografia do ano de 1983, da zona da cidade de Mohenjo-daro, na qual se concentraram as escavações mais profundas, onde foram encontrados poços para coletar água

Segunda foto: A fotografia revela os contornos da cidade de Mohenjo-Daro (no centro, à esquerda) data do século II da era cristã, e nada tem a ver com o restante das ruínas da cidade e da civilização de Harapa, que são do terceiro milênio a.C. 8

Conforme Gaston Courtillier narra em seu livro “Antigas Civilizações” nas escavações de Mohenjo-Daro e Harrapá não foram encontrados palácios, nem túmulos reais. Ou seja, a civilização era democrática, conceito altamente avançado para a época, e até mesmo em nossos dias atuais.

A civilização floresceu até aproximadamente 1.500 A.C., data em que iniciou seu declínio, devido às secas e principalmente a invasão ariana. A cultura drávida foi parcialmente incorporada pela civilização invasora transformando-se no que conhecemos hoje como Hinduísmo, mas boa parte foi extinta.

Toda esta cultura vem sendo largamente estudada, tanto na arqueologia, quanto na história. E vem sendo resgatada fortemente no Brasil, Argentina, e em vários países da Europa graças ao trabalho de escritores e educadores, como DeRose, Sérgio Santos, Jóris Marengo, Edgardo Caramella, dentre outros.

Podemos entender o patrimônio cultural dravídico como uma cultura do bem-estar e da autosuficiência, através da expansão da lucidez.

Para conhecer mais sugiro a leitura dos livros de DeRose, Sérgio Santos, o livro da Time Life Historic India, o DVD produzido pela revista Vida Simples em parceria com a BBC (Índia Antiga).

Texto de autoria do Instrutor Gustavo Oliveira – diretor da Unidade Vila Mariana

Veja mais textos no Blog da Unidade Vila Mariana. http://www.metododerosevilamariana.com.br/blog/2009/10/a-cultura-dravidica/

*Imagens extraídas do livro: Civilizações Perdidas:A  Índia Antiga, editora abril, 1999.

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