Por que você faz o que você faz?

“O desafio não é agir automaticamente. E sim desvendar alguma atitude que não seja automática.”

A frase acima foi dita no filme Ex Machina por um personagem que é um cientista que está desenvolvendo inteligência artificial. Ao analisar o robô por ele criado e a maneira como ele deveria impulsionar o mesmo a “pensar”, refletiu sobre a própria realidade da consciência humana.

Em uma época em que discute-se muito uma busca por hábitos e rotinas saudáveis, talvez algo que seja pouco valorizado é uma busca por entender os seus próprios padrões de pensamento e consequentemente de comportamento.

O quanto do que você pensa, ou dos seus hábitos você crê que são realmente seus. Desde criança somos submetidos a um turbilhão de informações e passamos a armazená-las. Nosso cérebro, visando minimizar o desperdício energético junta as informações, cria padrões e hábitos.

A sociedade em que vivemos, sua cultura, a educação recebida, a influência dos pais, professores, amigos e familiares, as experiências vividas, os sentimentos gerados e registrados, todas estas informações nos causam impressões que ao serem registradas, criam a partir delas uma tendência, que reflete-se na sua maneira de pensar e agir.

A maneira como você pensa, como você reage quando se sente confrontado, coagido. Como costuma comportar-se em publico, como você trata ao seu cônjuge, seus filhos. Como você se alimenta, seus hobbies, como você trata o seu próprio corpo? É muito comum jamais ter refletido sobre isto, e simplesmente manter-se atuando sem nem sequer saber o que te impulsiona.

Livros como O poder do hábito, de Charles Duhigg, nos demonstram estratégias de desvendarmos os nossos hábitos e estratégias para desencadear o processo de eliminação ou de aquisição de um novo hábito.

Mas e para atuarmos no nosso jeito de ser, no que nos impulsionou a gerar estes hábitos, na maneira como nos expressamos no mundo, como atuar numa zona que está subconsciente, fora do nível de consciência, como perceber, como esgarçar a consciência?

No DeRose Method utilizamos ferramentas técnicas, tais como respiratórios, descontração e reprogramação emocional, meditação para imergirmos de uma maneira profunda em nossa essência, podendo pouco a pouco desvendar os caminhos de nossa consciência e a maneira como ela se revela a nos mesmos e no mundo ao nosso redor, gerando no praticante não só um maior grau de percepção sobre si mesmo, mas também a possibilidade de gerenciar estas informações, direcionando a partir da sua vontade pensamentos, emoções e ações na busca e realização de seus objetivos.

Paulo Henrique Santos

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