Força, poder e energia para administrar as emoções

Para alcançar a estabilidade emocional, vale a pena investir em disposição e vitalidade! Quanto mais vigor e energia, mais capacidade de ficar estável em todos os sentidos. É natural que seja assim.

Imagine a seguinte situação: você está dirigindo seu carro ao voltar de um longo dia de trabalho. É noite e está com os olhos fechando de cansaço. Nesse momento, então, você fica parado num congestionamento, exaurido e com poucas forças até para pensar. Cheiro de ar parado no carro e poluição da cidade grande ao seu redor. Você tenta escutar as notícias no rádio enquanto é interrompido por buzinas. O banco em que está sentado não parece estar adequado à sua coluna. Sente sede e fome, mas ainda vai demorar muito até chegar em casa. Subitamente, um carro no trânsito te fecha e você tem que frear perigosamente, com alto risco de colisão. É provável que nessa situação você experimente um momento de grande instabilidade emocional. Talvez você dirija até chegar na sua casa indignado, furioso com esse sujeito inconseqüente que te fechou.

Imagine-se agora em outra situação: voltando de uma prazerosa manhã na praia, você está dirigindo seu carro. O céu está claro, azul e sem nuvens. O sol ilumina o asfalto da estrada livre. Você acabou de tomar um prazeroso refresco e a janela do carro está aberta. A brisa do mar toca sua face, com o som das ondas quebrando ao longe. O dia poderia durar para sempre assim. Mas, subitamente, um carro te fecha e você tem que frear perigosamente, com alto risco de colisão. Talvez você fique instabilizado emocionalmente. Porém, por estar cheio de vigor e repleto de energia, é muito mais provável que nessa situação você consiga contornar essa instabilidade com rapidez. Pensará que esse sujeito deve estar com pressa e pode até apiedar-se dele. Em breve, poderá esquecer-se desse infortúnio, afinal, o céu está tão lindo…

Não significa que você tem que morar na praia. Pois se você estiver cheio de vigor e feliz, poderá alcançar uma boa estabilidade emocional onde quer que esteja. Independente da praia, ou do congestionamento, vale muito mais a maneira em que você consegue cultivar a vitalidade. Cercar-se de atividades que te dão força, poder e energia é uma boa escolha para administrar o stress e seguir com uma boa qualidade de vida. Respirar melhor e ter consciência corporal é fundamental para ter disposição. Pense nisso ao escolher as suas prioridades do dia.

Marcos Eiji

Publicado em Sem categoria | Com a tag | Deixar um comentário

Mantenha o machado afiado.

Um caçador saiu para o seu dia de lazer e, ao entrar na floresta, encontrou um forte lenhador que tentava derrubar uma árvore. Os dois se cumprimentaram cordialmente e cada um seguiu seu caminho.

O caçador passou o dia todo caçando e, ao retornar para sua cabana, viu novamente o lenhador, que ainda continuava tentando derrubar a mesma árvore.

Percebendo que o machado utilizado pelo lenhador não estava afiado, o caçador perguntou:

— Por que você não afia esse machado?

O lenhador lhe respondeu:

— Não posso. Eu não tenho tempo.

———————————————————–

Mantenha o machado afiado.

Algumas pessoas são mais produtivas do que outras. Isso é fácil de observar. Embora sejam as mesmas 24 horas, ao longo do dia, algumas pessoas tomam decisões mais eficientes do que outras. Um dos motivos para que isso ocorra é a capacidade de avaliar de maneira consciente a situação ao redor. Uma mente instável e emocionalmente abalada terá um rendimento inferior. Na instabilidade, é comum procurar desesperadamente pela chave do carro abrindo a mesma gaveta três vezes. Algumas abrem até dez vezes a mesma gaveta, dependendo da gravidade emocional. Um desperdício de tempo e força muito comum no campo profissional. Discute-se vinte vezes sobre o mesmo problema somente para chegar vinte vezes às mesmas conclusões. A instabilidade leva a outro infortúnio recorrente que é a falta de foco. A dispersão leva a atenção para inúmeras tarefas inúteis, sem resolver as questões mais fundamentais.

Ao treinar técnicas respiratórias e amestramento da concentração é possível aumentar a produtividade, pois a instabilidade se reduz drasticamente. Ao respirar corretamente, avalia-se a situação ao redor com mais clareza. É necessário treino, disciplina e constância, mas em pouco tempo se observa um bom resultado. A primeira lição importante é perceber como a respiração está ligada aos estados emocionais.

Numa discussão, ou briga, a respiração fica curta, com inspirações e expirações ocorrendo num curto intervalo de tempo. Já no estado de sono é o completo oposto. Com o corpo relaxado, a respiração fica longa e profunda, com grandes intervalos entre a inspiração e expiração. Por isso, é essencial aprender a prolongar o alento para assim usufruir cada vez mais do estado de estabilidade que a respiração profunda proporciona.

O ensino dessas técnicas que envolvem a melhor respiração, concentração e consciência corporal formam um dos grandes pilares do Método DeRose. Fruto de um conhecimento milenar, trata-se de um conjunto de técnicas muito eficientes. Essas práticas levam a um verdadeiro autoconhecimento. As conseqüências benéficas desse tipo de treino farão uma grande diferença no rendimento diário, aumentando a capacidade de avaliação da situação e conduzindo a um maior número de realizações. Pare de perder tempo. Afie seu machado.

Marcos Eiji

Publicado em Sem categoria | Deixar um comentário

Alegria Sincera

 

A fotografia abaixo foi tirada durante o Festival do Método DeRose de Florianópolis. Nossos instrutores Rafael Sanchos e Érika Sayuri estavam passeando na praia e decidiram registrar essa imagem. Num Festival de Nosso Método, é possível vivenciar aulas com grande profundidade filosófica. Embora o conhecimento seja fundamental, nenhuma lembrança é mais doce do que os momentos de alegria sincera com os amigos.

Que venham muitos outros Festivais!

 

 

 

 

Publicado em Sem categoria | Deixar um comentário

Swádhyáya: o auto-estudo.

Swádhyáya: o auto-estudo.

Não, não é o estudo de automóveis. “Swádhyáya” indica em sânscrito um profundo entendimento de si próprio. Para muito além de um olhar interior, constitui um comportamento ético fundamental em sistemas filosóficos orientais.

Pode-se treinar o swádhyáya através de técnicas de concentração e meditação, mas também é possível olhar para si mesmo lendo um bom livro, ou convivendo com pessoas que estimulam a melhor orientação de nossos atos. O olhar exagerado sobre si mesmo pode levar ao afastamento de pessoas queridas, ou mesmo à reclusão. Por isso, nada melhor do que estar cercado de pessoas que nos auxiliam numa sincera avaliação pessoal. Experimente olhar para si mesmo durante o ato de ampliar o círculo de amizades. Em viagens, ao conhecer pessoas novas e ao observar novos lugares, surge uma grande oportunidade para aprimorar a noção que temos sobre nós mesmos. É muito bom aprender sobre nossa própria natureza ao observar o outro.

Marcos Eiji

Publicado em Sem categoria | Com a tag | Deixar um comentário

Fotos do grupo de mentalização de agosto

Publicado em Fotos | Deixar um comentário

As Árvores e as Pedras

Era uma vez um menino cheio de idéias estranhas. Ele achava que o infinito era pequeno e que o eterno era curto. Conversava com as Árvores e com as Pedras, e se emocionava com elas, pela magnitude do que lhe contavam. Um dia as Árvores lhe disseram:

– Sabe? No nosso Universo cada uma de nós cumpre o que lhe cabe, pela satisfação de fazer assim. Nenhuma de nós se exime da sua parte. Os humanos passam suas vidas a só fazer coisas que lhes resultem em conflitos, infelicidade e doença. Não fazem o que realmente gostariam. Caem no cativeiro da civilização, trabalham no que não gostam para ganhar a vida e perdem-na, em vão, ao nada fazer de bom. Por isso tornam-se rabugentos, envelhecem e morrem insatisfeitos. Procure você viver feliz como nós, pois alimentamo-nos, respiramos e reproduzimo-nos, de acordo com a Natureza. Assim, quando morremos, na verdade continuamos vivas em nossas sementes e crescemos de novo. Vá e ensine isso aos que, como você, podem ouvir nossas palavras. Fará muita gente feliz, livre da escravidão da hipocrisia.

O garoto ainda era pequeno para saber a extensão do que lhe propunham as Árvores, mas concordou em levar essa mensagem aos homens. Entretanto as Pedras, que até então tinham-se mantido muito quietas, começaram a falar e disseram coisas aterradoras!

Uma Pedra maior e coberta de musgo, o que lhe conferia um ar ancião e sacerdotal, tomou a frente das demais e falou fundo, ecoando dentro da sua alma:

– Não, você não deve cometer a imprudência de levar aos homens a mensagem das Árvores. Nós somos Pedras frias e friamente julgamos. Estamos aqui há mais tempo que elas e temos visto o transcorrer desta pequena História Universal dos humanos. Antes de você, muitos receberam essa mensagem e foram incumbidos, por elas, de recuperar a felicidade que os hominídeos perderam ao ignorar as leis naturais. Todos quantos tentaram ajudar a humanidade foram perseguidos, difamados e martirizados. Cada um conforme os costumes de sua época: crucificados em nome da justiça, queimados em praça pública em nome de Deus e tantos outros martírios pelos quais você mesmo já passou várias vezes e se esqueceu… Hoje você pensa que não corre mais perigo e aceita tentar outra vez. Quanta falta de senso! Quando começar a dizer as coisas que as Árvores transmitiram, vão primeiro tentar comprá-lo. Se você não sucumbir ao tilintar dos trinta dinheiros, então precisará ser realmente um forte para permanecer de pé, pois passarão a agredi-lo de todas as formas.

Mas o menino respondeu prontamente. Tomou um ramo em uma das mãos e uma pedra na outra, e bradou:

– Este é meu cetro. E este, o meu orbe. Com o vosso reino elemental construirei nosso santuário e nele reunirei aqueles que forem capazes de ouvir e de compreender. As rochas manterão do lado de fora os incapazes e as toras aquecerão, do lado de dentro, os que reconhecerem o valor deste reencontro.

As Árvores e as Pedras emudeceram. Depois as Árvores o ungiram com o orvalho sacudido pela brisa, e as Pedras depositaram em suas mãos o musgo primevo que lhes vestia, como que a abençoá-lo.

Nesse momento, os raios do Sol eram difusos por entre os ramos e a névoa da manhã. O menino olhou e compreendeu: se a luz fosse excessiva não ajudaria a enxergar, mas ofuscaria o entendimento. Então, agradeceu aos ramos e à névoa. E mesmo às Pedras que o faziam tropeçar para torná-lo mais atento aos caminhos que percorria. E amou a todos… até aos homens!

Extraído do livro Quando é Preciso Ser Forte do Professor DeRose

Publicado em Filosofia, Textos | Deixar um comentário

Comida ruim não é vegetarianismo: é desinformação

Vamos parar com a mania de fazer comida ruim e marrom só para dizer que é saudável. Vou repetir aqui, pois parece que ninguém escuta: comida vegetariana não tem nada a ver com tofu, algas, shoyu, missô. Nem mesmo com açúcar mascavo ou cereal integral. É claro que o cereal integral é melhor do que o refinado. Mas isso não tem nada a ver com comer carne ou não. As pessoas tendem a misturar as coisas. É uma pena.

O pior é que muitos instrutores de Yôga vegetarianos alimentam a confusão ao ensinar, até mesmo em seus livros, receitas preconceituosas, que sucumbem à nefanda moda naturéba.

Certa vez, eu estava dando um curso de formação de instrutores de Yôga na Universidade Federal de Santa Catarina e a aula que precedia o almoço era justamente sobre alimentação vegetariana. Desdobrei-me para fazer uma turma de 120 alunos aspirantes à profissão convencerem-se de que o nosso sistema alimentar não tinha nada a ver com a macrobiótica, nem com a alimentação natural; que a nossa era colorida, aromática, saborosa. Terminada a aula, os alunos saíram para almoçar. Havia um stand da Wanda, instrutora que havia pedido permissão para vender lanches, sanduíches, salgadinhos e doces à saída dos alunos a fim de facilitar a vida deles, pois poderiam comer ali mesmo enquanto não recomeçavam as aulas do período da tarde. Quando saí da sala de classe, deparei-me com todos aqueles estudantes comendo salgados marrons, doces marrons, pães marrons, tudo no mais perfeito look macrobiótico – linha que a instrutora que vendia os alimentos jurava já não seguir mais.

Você consegue imaginar a minha reação? Com que cara eu iria enfrentar aqueles 120 alunos que me ouviram dizer uma coisa e na prática constataram outra? “Então é essa comida marrom intragável que o Mestre diz que é deliciosa, colorida e aromática?”

Obviamente, na volta do almoço a aula foi sobre a falta de sinapses nos neurônios dos instrutores de Yôga, falta de receptividade ao ensinamento tradicional do Yôga, falta de fidelidade ao que o ministrante acabara de transmitir e falta de cultura. Sim, falta de cultura, pois ensinavam Yôga e não tinham a mínima idéia do que se come no Yôga.

Mas, afinal, qual é a alimentação vegetariana autêntica? Cada qual afirmará que é a sua vertente. E existem muitas! No entanto, noves fora, isto é, egos fora, a pergunta que não quer calar é: Qual é a alimentação vegetariana mesmo?

Simples. De onde veio o Yôga? Da Índia. Qual é o único país vegetariano do mundo? A Índia. Há quanto tempo eles praticam isso? Há milênios, não é modismo, não! Então, meus amados, não há dúvida. A alimentação vegetariana por excelência (o sistema adotado pelo Yôga) é o da Índia.

Quer saber como é a comida da Índia? Ela não tem os pratos de carne de cordeiro nem de frango que se encontram nos restaurantes indianos ocidentais. Noventa e nove por cento da população indiana é lacto-vegetariana – de fato – e os pratos são incrivelmente condimentados. Fabulosamente condimentados por uma constelação de especiarias. Não é de se estranhar, afinal, como aprendemos na escola, a Companhia das Índias Orientais enriqueceu muita gente comercializando as tais especiarias vindas de lá. A índia é o país das especiarias. Consequentemente, é a gastronomia mais saborosa do planeta! Essa é a nossa alimentação, apenas moderando um pouco nos temperos porque os ocidentais não aguentam tanta ardência.

Extraído do Blog do DeRose: http://www.metododerose.org/blogdoderose/india/qual-e-a-alimentacao-das-indias/

Publicado em Comportamentos, Textos | Deixar um comentário

Campanha social – Doação de leite em pó

 

Estamos contribuindo com uma ação filantrópica. A campanha social do DeRose Festival São Paulo de 2014 está ligada a Fundação Xuxa Meneghel. Colabore com latas de leite em pó que serão entregues às crianças amparadas pela instituição. Caso queria contribuir, entregue a sua lata para o seu Instrutor. Ele irá encaminhá-las para a doação no check in do DeRose Festival São Paulo 2014. Deixe sua contribuição até o dia 14/8.

Publicado em Sem categoria | Deixar um comentário

Fotos Tarde de jogos

Publicado em Fotos | Deixar um comentário

O Casamento

Casamento deveria ser um dueto, não um duelo.

DeRose

Quase todo o mundo adquire, já na infância, uma fixação cultural pela instituição do casamento. Assim, mais cedo ou mais tarde, a maior parte das pessoas acaba se casando, seja formal ou informalmente.

Ainda quando um não quer, o outro acaba conseguindo. Há um pensamento que diz que “quando um não quer, dois não brigam”. Contudo, há um outro que sentencia: “mas quando um quer…”

O mesmo aplica-se ao casamento. Quase sempre é o homem que não quer maiores compromissos, porém, as mulheres movem montanhas para conseguir o que desejam. Claro que há exceções dos dois lados, no entanto, você não vê homens declarando publicamente “Ah! O meu ideal de vida é casar e ter filhos”. Será que isso se deve a causas culturais? Será biológico? Não importa. O fato é que esse comportamento é observado.

A desculpa de que elas fazem-no para não ficar sozinhas não convence ninguém, já que a solidão a dois é a pior. No filme Um caminho para dois (Two for the road), o jovem Albert Finney pergunta à adolescente Audrey Hepburn: “Por que pessoas casadas não conversam uma com a outra?”. Trata-se de uma comédia romântica muito bem feita, que documenta três fases na vida de um casal. A primeira, quando ainda jovens, namorando. A segunda, quando casados há pouco tempo. A terceira, quando já o casamento tinha uns bons anos. Pareciam três histórias distintas, protagonizadas por três casais diferentes. Depois, o diretor do filme embaralhou as cenas e editou tudo alternadamente. O resultado foi um portento da filmografia e da psicologia do matrimônio. Todo o mundo deveria assistir a esse documento antes (ou mesmo depois) de fazer besteira.

Então, por que as pessoas se casam? Por lavagem cerebral. Afinal, nem cogitam se há outra opção de relacionamento fora daquele modelo único que a sociedade vigente nos impõe.

Não deveríamos casar-nos? Como seria o mundo, a sociedade, a família? Um caos! Há quem opine que o melhor é não casar, mas não conseguimos escapar dessa maravilhosa e, ao mesmo tempo, aterradora experiência. Por isso, os anglo-saxões, que sabidamente têm o estômago fraco, muitas vezes, “passam mal” nas cenas dos filmes quando está chegando a hora do enlace.

Você já notou que quando está acasalado (de acasalar = formar casal), mesmo num simples namoro, os amigos não o convidam tanto para sair? É como se afastassem-se polidamente para “não atrapalhar”. Fora isso, ainda há um bom número de casais que se fecham em copas e passam a declinar os convites dos amigos – convites esses que já não são tantos. O resultado disso é que o casal vai-se isolando por vontade própria e/ou vai sendo isolado por discrição dos demais.

No entanto, quando você se descasa ou fica sem parceiro(a) os amigos, muitas vezes, retornam e começam a convidá-lo outra vez. Parece, portanto, que há uma conspiração para que os casais fiquem sós, a saturar-se um ao outro com um excesso de invasão do espaço vital. Isso acaba resultando mal.

O que fazer? Descasar-se? Jamais, se for possível evitar! O desgaste de um final de relacionamento, mais ainda de um casamento, compensa qualquer esforço para evitar o rompimento. Então, o quê? Bem, podemos repensar o modelo de relacionamento.

Por outro lado, se for mesmo necessário descasar-se, que isso seja feito na hora certa e da maneira certa.

texto retirado do livro Método para um Bom Relacionamento Afetivo do Sistematizador DeRose

Publicado em Comportamentos, Textos | Deixar um comentário